As nuvens escorrem pelos olhos, bem acima da colcha de retalhos dos países que eu ainda não sei o nome. O pé sem peso rema vida acima. E te observo, grandiosa, eterna e bonita. Uma deusa menina envolta em seus panos, ronronando meiguices enquanto balança seus cabelos arco-íris.
Já não lembro das mil palavras que aprendi pra te dizer. Já não sei histórias, retratos ou chocolates. Já não sei da nudez quando exposta a carne. Aqui do alto te respiro e te desenho um sorriso. Longe do cotidiano, avizinhando-se naquilo que somente existe. E a tua mão é a tua mão e junto à minha somos. Somos o Eu que nós somos. E seremos, não importa o final que o mundo tenha.