É uma pena, sentado em um destes bancos que só se encontra uma vez na vida, É uma pena que eu esteja tão atrasado. As rugas faceiras, margeando os olhos, assemelhavam-no a uma árvore, em desenho, que em tons, adequado seria então, uma árvore com casca de pele. Sempre atrasado nessa história que não se vê, suspirava, não existe mais que em um canto qualquer de um retrato, guardado em um livro empoeirado, ao canto de uma estante, sob entulhos das ruínas de uma então Ucrânia; uma formosa flor brotando silenciosamente invade a paisagem cinzenta.
Uma vergonha uma época tão bonita, a despedaçar-se feito o rosto de um boneco de cera, de delicadas feições, esmurrado incessantemente até que se apague a beleza maldita da bondade.
Arquivos | setembro, 2010